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Pastoral da
Criança é indicada ao prêmio Nobel da Paz

A
Pastoral da Criança, organismo de ação social da CNBB -
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi indicada ao Prêmio
Nobel da Paz pelo Governo do Brasil, em cerimônia realizada no
dia 26 de maio, na sede administrativa do Governo, em Brasília,
Distrito Federal.
O ministro da Saúde, Humberto Costa, a Ministra da Assistência
e Promoção Social, Benedita da Silva, embaixadores e outras
autoridades formam a Comissão Nacional para Preparação da
Postulação do Brasil em prol da Concessão do Prêmio Nobel da
Paz de 2003 à Pastoral da Criança. Eles participaram da cerimônia
oficial da indicação da entidade ao Nobel da Paz e discutiram
ações de mobilização social e divulgação do trabalho dos
200 mil voluntários da entidade.
Este
é um ano especial para voluntários da Pastoral da Criança.
Eles comemoram os 20 anos de atividades da entidade, que luta
para combater a desnutrição e a mortalidade entre crianças de
0 a 6 anos de idade. Para essa grande rede de solidariedade
humana, a indicação do Governo Brasileiro representa o
reconhecimento de um país à dedicação de tantas pessoas, que
acompanham, ininterruptamente, 71.797 gestantes e 1,6 milhão de
crianças menores de seis anos e 1.156.554 famílias, em 3.549
municípios do Brasil. Entre os resultados positivos deste
trabalho, está um índice de Mortalidade Infantil inferior a 14
mortes para cada mil crianças nascidas vivas, enquanto a média
nacional é de 29 mortes, segundo o IBGE 2001.
A Pastoral da Criança é apontada como uma das mais
importantes organizações comunitárias em todo o mundo a
trabalhar nas áreas da saúde, nutrição e educação da criança,
desde o ventre materno até os seis anos de vida, e de prevenção
da violência no ambiente familiar, envolvendo necessariamente
as famílias e comunidades.
Ecumênica
e supra-partidária, a Pastoral da Criança desenvolve todas as
suas atividades indistintamente da raça, cor, crença religiosa
ou opção política de seus voluntários e das famílias
atendidas.
Na
Pastoral da Criança, enquanto alguns voluntários ensinam como
melhorar a nutrição pelo aproveitamento adequado dos alimentos
regionais e alternativos, como farelos e folhas verdes, outros
ensinam o soro caseiro, para combater a desidratação provocada
por diarréias; implementam a utilização de plantas
medicinais, cuidam de gestantes; incentivam o aleitamento
materno; outros promovem os conhecimentos sobre o
desenvolvimento infantil; pesam as crianças e ensinam como
combater a desnutrição e melhorar a saúde, com noções básicas
que vão da higiene à prevenção de doenças. Os voluntários
se dividem, ainda, em outras atividades, como nos projetos de
Geração de Renda, Alfabetização de Jovens e Adultos, além
de colaborarem com outras ações complementares.
Este trabalho tem recebido reconhecimento em todo o mundo e
fora do Brasil também já pode colher alguns frutos. A ação
internacional da Pastoral da Criança consiste na transferência
de tecnologia e no estímulo ao surgimento de experiências
semelhantes à brasileira em outros países. Já são 14 os países
que iniciaram ou estão implantando atividades baseadas no
modelo da Pastoral, na América Latina, África e Ásia. Um
caminho fértil para a construção de um mundo mais justo e
fraterno.
Em artigo escrito na edição
especial da revista Veja de dezembro de 2001, “Guia para fazer
o bem”, Zilda Arns, médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora nacional da
Pastoral da Criança, representante da CNBB no
Conselho Nacional de Saúde e conselheira da Comunidade Solidária
escreveu:
“O Brasil pode acabar com a miséria.
Basta que haja uma decisão política para um trabalho conjunto
articulado e planejado entre governo e sociedade. Mas qualquer
projeto de combate à miséria só vai dar certo se os próprios
excluídos se tornarem autores de sua ação libertadora. Eles
devem ser sujeito, e não objeto, das ações. Não adianta
fazer algo por eles. É fundamental que eles tomem parte ativa
no processo. Eles começam a ganhar auto-estima, a sair de uma
condição de passividade para acreditar e lutar pela mudança
da própria vida e da vida de sua comunidade. Essa é a maior
revolução de que o Brasil precisa. E os excluídos são
capazes disso e de muito mais. Necessitam apenas de capacitação,
orientação e acompanhamento. Só assim poderão recuperar o
valor humano latente”.
Vale
a pena visitar o site da entidade e saber mais sobre sua história,
atuação, manutenção e a realidade do país que ela ajuda a
transformar com este trabalho de amor e fé.
Pastoral
da Criança na Diocese
A
Diocese de Bauru possui uma Pastoral da Criança Diocesana que
capacita os agentes paroquiais para que estes possam desenvolver
os trabalhos nas comunidades carentes. A equipe é formada por 9
voluntários que além de ministrar os cursos, passam por um
contínuo processo de atualização.
Para
que seja criada a Pastoral da Criança em uma paróquia é
necessário no mínimo 15 voluntários. Eles fazem o curso de
formação que dura 40 horas. Os novos agentes aprendem da
pesagem das crianças a elaboração da multimistura, que
auxilia no combate à desnutrição.
Estima-se
que apenas 20% das paróquias têm uma Pastoral da Criança
organizada na Diocese de Bauru. Uma média de 540 crianças e
400 famílias são atendidas. Entretanto, esse número
representa somente 1% das pessoas que precisam de assistência.
Para
Maria do Carmo Pereira Janini, coordenadora da equipe diocesana,
falta divulgação e incentivo nas paróquias. “Precisamos de
mais voluntários para atender uma quantidade cada vez maior de
crianças”, afirma.
Todos
os meses os agentes de pastoral visitam alguns bolsões de
pobreza, como Jardim Nicéia, Ferradura Mirim, Favela Maria Célia,
Fortunato Rocha Lima, Jardim Ivone, Pousada da Esperança e Vila
São Paulo. Lá, eles cadastram as famílias e as auxiliam,
ministram palestras, oferecem um lanche e acompanham o
desenvolvimento da criançada. Após dois meses já é possível
perceber as mudanças nos pequenos que se alimentaram com a
mistura de farelo de trigo ou arroz, folha de mandioca e
sementes, como a de melancia e abóbora. “Os olhos das crianças
brilham, elas crescem, muda a pele, o cabelo e o
comportamento”, conta Maria do Carmo.
A
coordenadora participa de um encontro nacional em Araçatuba, de
9 a 14 de junho para discutir as ações e a divulgação da
Pastoral. Em pauta estão a vivência da missão transformadora
e as diretrizes da formação contínua de seus agentes. Fizeram
parte dos objetivos o aprofundamento dos trabalhos, o aumento do
número de paróquias e, assim, o de pessoas assistidas.
Para
fazer parte deste belo trabalho basta incentivar a organização
de uma Pastoral da Criança em sua paróquia, caso ainda não
exista, ou entrar em contato com a coordenadora diocesana para
obter mais informações e fazer parte de algum dos grupos.
Pastoral
da Criança da Diocese de Bauru
Coordenadora:
Maria do Carmo Pereira Janini
Alameda
dos Goivos, 12-46 – Parque São Geraldo – Bauru
Fone:
(14) 239-6782
Dom
Aloysio comemora indicação ao Prêmio Nobel
O
arcebispo de Botucatu, Dom Aloysio Leal Penna disse a um órgão
de imprensa de Bauru que é uma honra muito grande a Pastoral da
Criança ser indicada mais uma vez ao Prêmio. Afirmou também
que isso mostra que o trabalho da Pastoral está sendo
reconhecido não só no Brasil, mas também no mundo todo”.
Dom
Aloysio está há dez anos como presidente do Conselho Nacional
da Pastoral da Criança. Segundo ele, existem projetos em
andamento que buscam expandir o trabalho voluntário da
entidade. Para isso, a entidade contará com o auxílio do Fundo
das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
O
anúncio do vencedor do Prêmio deste ano será feito no mês de
novembro, em Oslo, na Noruega.
Essa
é a terceira vez consecutiva que a Pastoral da Criança
concorre. Em 2001, o vencedor foi o secretário-geral da
Organização das Nações Unidas (ONU) e no ano passado o prêmio
foi entregue ao ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter.
Pastoral
da Criança recebe a 1ª doação feita ao Fome Zero
A
Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, recebeu a doação
de mil toneladas de alimentos da Nestlé, na sede da empresa, em
São Paulo, no dia 27 de maio.
Esta
é a primeira doação feita ao Programa Fome Zero. A entrega
simbólica contou com a presença do Presidente da Nestlé no
Brasil, Pedro Simão, e do Ministro da Segurança Alimentar, José
Graziano.
A
Pastoral da Criança não tem como objetivo a distribuição de
alimentos. Sua grande missão é a educação popular, ensinando
as famílias sobre saúde, nutrição, educação e cidadania,
para que as próprias comunidades possam transformar a sua
realidade. Por isso, vai utilizar os alimentos da seguinte
maneira:
1.
Nos encontros de capacitação de líderes comunitários.
Todos os líderes da Pastoral da Criança passam por uma
capacitação inicial de 40 horas e participam de um processo de
educação continuada. A Pastoral da Criança possui 200 mil
voluntários, que acompanham 1,6 milhão de crianças e mais de
70 mil gestantes em mais de 32 . Desde 2001, já foram
capacitadas 99.500 pessoas no Guia do Líder da Pastoral da
Criança e 63 mil pessoas em outros temas como segurança
alimentar, geração de renda, remédios caseiros etc.
2.
No Dia da Celebração da Vida. Mensalmente, os líderes
reúnem as crianças acompanhadas e suas famílias para o Dia da
Celebração da Vida. Neste dia, as crianças são pesadas e as
mães recebem orientações sobre o desenvolvimento de seus
filhos. No fim da atividade, líderes, crianças e famílias
partilham um lanche. Todos os anos, são realizadas cerca de 300
mil Celebrações da Vida nas mais de 32 mil comunidades
acompanhadas pela Pastoral.
3.
Através de doações às famílias pobres, por intermédio
das Conferências Vicentinas. Os Vicentinos já têm a tradição
e a logística necessária para a distribuição de doações
entre as famílias pobres cadastradas. Eles farão a distribuição
dos alimentos nas regiões Norte, Nordeste e Vale do
Jequitinhonha.
É importante mencionar que o
incentivo ao aleitamento materno é uma das ações mais
importantes realizadas pela Pastoral da Criança. Por isso, não
será doado leite em pó às famílias da Pastoral da Criança.
Grande parte dos alimentos será entregue às Conferências
Vicentinas para doação em asilos de idosos, orfanatos e para
famílias acompanhadas pelos próprios Vicentinos.
Fonte:
site oficial da Pastoral da Criança: www.pastoraldacrianca.org.br

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