|
Saiba como foi a Encenação da Paixão de Cristo no
Vitória Régia
Reportagem: Aline Mendes
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
Voluntárias
recolhem alimentos doados |
|
Coral Vibrar
do Centrinho |
|
Oficina
Inverso da APAE |
|
Grupo de
dança da SORRI |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
Início da
encenação... |
|
Jesus é
preso e coroado com espinhos |
|
Caminho para
o calvário |
|
Encontro com
as mulheres |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
Crucificação
e morte |
|
Jesus nos
braços de Maria |
|
Público
atento |
|
Hino
Levanta-te e vem para o meio: sintonia com a CF |
|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
Aleluia,
bexigas e fogos anunciam a ressurreição |
|
Dom Luiz
Antônio Guedes fala sobre o evento |
|
Todos rezam
o Pai-Nosso |
|
O bispo dá a
bênção |
Emoção: esse foi o ponto
comum durante toda a “Paixão de Cristo”, encenada no Parque Vitória Régia
em Bauru, na terça-feira da Semana Santa, dia 11 de abril. A terceira
edição consecutiva do teatro, cuja temática é sempre relacionada à
Campanha da Fraternidade, em 2006 falou sobre as pessoas com deficiência.
O evento teve início às
20h com a participação de entidades que atuam junto às pessoas com
deficiência em Bauru. O coral “Vibrar” do Núcleo Integrado de Reabilitação
e Habilitação (NIRH) do Centrinho de apresentou as músicas “Oração a São
Francisco” e “É preciso saber viver”. O grupo é formado por 40 crianças e
jovens com deficiência auditiva. Walderez da Silva, uma das regentes,
contou que os objetivos do coral são divulgar a língua de sinais, integrar
os jovens com deficiência e contribuir para o seu desenvolvimento. “Eles
sentem a música. O texto e a expressão corporal são trabalhados. Tudo isso
contribui muito para a auto-estima deles”.
Depois foi a vez da
“Oficina Inverso de Teatro, Dança e Percussão” da APAE. Dentro de uma
cultura regionalista, 20 jovens e adultos, fizeram uma performance sobre a
Ressurreição. Para Luciano Groto, professor de expressão corporal do
grupo, a Campanha da Fraternidade possibilitou um maior contato dos alunos
com a comunidade e o conhecimento dos trabalhos que eles desenvolvem. "Foi
bom não só para os alunos da APAE, mas também para os seus familiares que
acabaram indo às igrejas. Eu acredito que a sociedade começou a ver a APAE
com outros olhos. Para os alunos é fundamental, pois todos nós gostamos de
ser valorizados”.
Opinião semelhante foi
compartilhada por Gilda Alves, psicóloga da SORRI. “A CNBB foi muito feliz
com esse tema “Fraternidade e Pessoas com Deficiência” porque a sociedade
ainda precisa de muita informação, de sensibilização, e a Igreja Católica
acaba atingindo um grande número de pessoas. Para nós, esse ano está sendo
muito importante”. Na apresentação da SORRI, alunas da entidade dançaram
uma música country, animando o público.
A encenação da Paixão de
Cristo mostrou os momentos finais da vida de Jesus, como a sua prisão, o
seu julgamento e toda a violência que ele sofreu até o calvário. Os
personagens e as falas foram interpretados por 150 pessoas da comunidade.
Todo o texto foi escrito pelo padre frei Alfredo Francisco de Souza, SIA,
pároco da Santa Luzia e um dos organizadores do evento. Na narração, a
vida, a morte e a ressurreição de Jesus foram relacionadas à Campanha da
Fraternidade. Tudo era traduzido para a linguagem de sinais em um telão. O
paralelo da exclusão de Cristo na cruz com a realidade das pessoas com
deficiência deixou clara a missão dos cristãos de hoje: fazer com que o
lema “Levanta-te, vem para o meio” seja vivido na prática. Meninas da
comunidade dançaram o hino da Campanha e, simbolicamente, levaram ao
centro do Vitória Régia duas pessoas representando quem tem deficiência.
Em seguida, fogos de artifício e bexigas brancas, ao som de “Aleluia”,
anunciaram a ressurreição. O ator que viveu Jesus surgiu em um ponto alto
do anfiteatro, fazendo vibrar as cerca de 1500 pessoas ali presentes.
Paulo José Henrique Ferreira, que é paroquiano de Santa Luzia e pela
primeira vez atuou na encenação, se preparou bastante para interpretar as
expressões de dor a alegria de Jesus. “Fiquei um pouco nervoso no começo,
mas depois me acalmei e fui em frente. Dá para sentir mesmo a emoção”.
O bispo diocesano de
Bauru, Dom Luiz Antônio Guedes, foi ao palco para destacar a importância
da encenação e da sua ligação com a fé e a vida. Ele ressaltou o papel das
entidades humanitárias e a oportunidade de participação das pessoas com
deficiência. (Leia
na íntegra a fala do bispo clicando aqui). Com o fim
do espetáculo, Frei Alfredo agradeceu a participação do público, das
entidades e de todos aqueles que trabalharam para a realização do evento.
Todos foram convidados a rezar o Pai-Nosso. Depois, o bispo deu uma
bênção.
O ingresso para a
encenação era um quilo de alimento não perecível. Segundo os
organizadores, foi arrecadada uma tonelada de produtos que serão doados ao
Centrinho, à APAE e a SORRI para a manutenção das entidades e apoio às
famílias por elas assistidas.
Saiba mais sobre a
encenação
A
iniciativa é dos freis missionários da Congregação Santo Inácio de
Antioquia, que atuam nas paróquias Santa Luzia, São Brás e São Paulo
Apóstolo. Este ano, outras paróquias da Diocese de Bauru colaboraram com a
organização. A idéia de promover a encenação da Paixão de Cristo surgiu do
desejo dos freis de atuar também fora do âmbito paroquial, levando para
outras pessoas e ambientes o rosto de uma Igreja missionária. A escolha do
parque Vitória Régia veio da impressão de ter na cidade um local
privilegiado, mas pouco utilizado para a evangelização.
Para os freis, relacionar a Paixão de Cristo à Campanha da Fraternidade é
se unir a toda Igreja Católica no Brasil e refletir sobre uma importante
questão vivenciada em todo o país. “Não
basta relembrar e celebrar a Paixão de Cristo. É preciso fazer a ligação
com a vida e destacar o que o sofrimento e a ressurreição de Jesus podem
trazer de novo à vida de todas as pessoas hoje”, afirmou o padre frei
Alfredo Francisco de Souza, SIA. “Unidos à Igreja no Brasil queremos
lembrar que Cristo continua sofrendo, morrendo e ressuscitando na vida de
cada um de nós. Sobretudo queremos chamar atenção para a dura realidade
das pessoas com deficiência. Mas não só. Queremos também despertar
iniciativas de solidariedade e de esperança”, completou.
Contatos pela secretaria da Paróquia Santa Luzia pelo telefone (14)
3239-3045 ou na Casa da Congregação Missionária Santo Inácio de Antioquia:
(14) 3239-2132. |