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Curso formou 107 ministros extraordinários da comunhão eucarística

 

Reportagem: Aline Mendes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Levar o Corpo e o Sangue de Cristo e ser testemunha da vida cristã. Essas são as principais missões do Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística (MECE). A Diocese de Bauru conta, atualmente, com cerca de 1200 ministros. A função é exercida por dois anos, podemos haver um prazo maior conforme as necessidades da paróquia. A cada ano a diocese promove dois cursos de formação para novos ministros. O primeiro de 2006 aconteceu no último dia 30 de abril, das 8h às 17h, no Colégio La Salle, em Bauru. Foram inscritos 107 candidatos de 14 paróquias. Após essa primeira etapa, eles ainda farão um acompanhamento nas respectivas paróquias, onde também serão investidos.

O encontro teve início com um momento de louvor e oração. Ester Correa, coordenadora diocesana dos Mece’s, leu o Evangelho e falou sobre o caráter missionário do ministério. “A cada Eucaristia geramos Jesus em nosso coração e lá devemos preparar um altar para Ele. Nossa Senhora é nosso exemplo, pois ela gerou e anunciou Jesus, como hoje devemos fazer. Onde um irmão precisar de você, você será a presença de Deus para ele”, enfatizou.

A primeira palestra foi proferida por Antônio Moya, coordenador dos ministros do Santuário de Nossa Senhora Aparecida em Bauru. Ele falou sobre o “Concílio Vaticano II”, quando este ministério foi criado. Antônio também passou algumas impressões pessoais sobre o serviço do ministro e o seu papel na Igreja hoje, explicando que sua principal função é levar a Eucaristia ao enfermo e a todo aquele que não tem condições de ir à igreja.

O testemunho pessoal também foi a marca da explanação feita por Benedita Ondina Raphael Silveira, coordenadora dos ministros do Santuário do Sagrado Coração de Jesus. Para abordar o tema “Vocação e espiritualidade do ministro”, ela contou algumas experiências vividas não só na Igreja, mas também na família e no trabalho. “A gente não pode ser ministro só na Igreja, mas tem que ser Igreja e ministro na vida”. E complementou: “Se você tiver uma parceria com Deus, seja em casa ou no ambiente de trabalho, você conseguirá resolver qualquer coisa. Entregue nas mãos de Deus e tudo vai fluir. A espiritualidade é isso, a confiança e o contato com o divino”.

Ainda no período da manhã, o padre André Corrêa, pároco da Santa Maria de Piratininga, tratou da “Celebração da Palavra e a tarefa do ministro”. O padre também apresentou os objetos litúrgicos que serão preparados e manuseados pelo ministro durante a missa. Com muito humor ele explicou como o ministro deve se comportar ao servir na missa ou ao levar a Eucaristia para um doente.

Quem visitou o curso foi o bispo diocesano, Dom Luiz Antônio Guedes. Em sua saudação, ele agradeceu a Deus pela disponibilidade das pessoas ali presentes em aceitarem o ministério da comunhão eucarística. “O ministro pode ser mais do que aquele que ajuda na missa, pode ser um missionário, um evangelizador”, exortou o bispo. “A diocese tem a graça de contar com mais de mil ministros, cada um com seus dons. Se valorizarmos esses dons poderemos fazer um grande trabalho de evangelização”, afirmou, lembrando que a finalidade da Igreja é evangelizar. “A evangelização é anúncio e serviço. Quem vai ser a Boa Notícia para quem não conhece o Evangelho, para quem está enfermo ou para os mais necessitados?”, questionou. Dom Luiz Antônio lembrou que o Evangelho daquele dia falava: “A paz esteja convosco” e o que cada cristão e cada ministro deve fazer é levar a paz para todos.

Depois do almoço, Vivian Fabrício, que se prepara para ser religiosa do Sagrado Coração de Jesus, animou os participantes do curso com uma dança e fez uma dinâmica para mostrar a importância do trabalho em equipe.

A última palestra do dia foi apresentada pelo padre Claudemir Moreira, pároco da São Cristóvão, que trouxe a “Eucaristia na vida do ministro”. O sacerdote destacou que o ministro precisa ser uma pessoa de oração e adoração, além de escutar sempre a Palavra de Deus. Com dinâmicas que mostraram a relação de Cristo com o sacerdote e com a Igreja, ele também colocou o papel do ministro. O padre Claudemir ainda explicou alguns tópicos da apostila que foi entregue aos futuros ministros e respondeu a várias perguntas.

O encontro foi encerrado com uma missa presidida pelo padre Agnaldo Pereira, atual assessor dos ministros extraordinários da comunhão eucarística na Diocese de Bauru. O próximo curso está previsto para o mês de agosto.

 

Saiba mais sobre o Ministério da Eucaristia

 

O ministério leigo da eucaristia foi instituído através do Concílio Vaticano II, em 1964. Ele requer uma investidura pelo bispo diocesano ou por um sacerdote, quando devidamente autorizado.

Este ministério foi criado devido ao número reduzido de sacerdotes diante da necessidade de visitar famílias e, principalmente, de levar a comunhão e a Palavra a enfermos.

O ministro é uma extensão do braço do sacerdote, isto significa estar à serviço da comunidade. Entre as funções de um Ministro da Eucaristia estão:

* Fazer as orações de exéquias, popularmente o que chamam de encomendar o corpo;

* Realizar a Celebração da Palavra na paróquia, capela ou outro local da comunidade, na ausência de um sacerdote;

* Promover momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento na comunidade paroquial;

* Auxiliar o sacerdote na celebração eucarística servindo de acólito, preparando o altar e distribuindo a comunhão;

* Atuar como promotor da unidade dentro da paróquia, entre pastorais, movimentos e demais segmentos;

* Colaborar com a liturgia.