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Formação de novos ministros - Celebração da Palavra
Material apresentado por Daniel De Angeles na formação de novos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística realizada no dia 23 de agosto de 2009, no salão da paróquia São Judas Tadeu e São Dimas, em Bauru.
 

Celebração Dominical da Palavra na Ausência do Presbítero

 

Formação para Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística – Diocese de Bauru

 

Orientação: Daniel De Angeles Augusto Pereira

 

Em uma pesquisa realizada a alguns anos nos Brasil, constatou-se que em torno de 70% das comunidades reúnem-se para celebrar os mistérios de Deus através da Palavra no Domingo, isto porque lhes falta o presbítero que garanta a Celebração Dominical da Eucaristia. Daí nos pergunta: onde está o problema? (Doc. 52 d CNBB)

 

Não são poucos e tampouco de fácil resolução a começar pela fala de presbíteros nas dioceses que possam garantir a cada comunidade existente a assistência adequada incluindo a Celebração da Eucaristia.

 

Mas, enquanto não se resolve o problema e que certamente não será imediatamente resolvido buscamos soluções provisórias. As comunidades têm-se organizado com suas lideranças, ministros e ministras, leigos(as), religiosos(as) que de certa forma garantem a sobrevivência do Culto Dominical em tantas comunidades afastadas e espalhadas pelo Brasil.

 

Contudo, não confundimos nunca estas celebrações com a Eucaristia. missa é missa. Celebração da Palavra, mesmo com a distribuição da Comunhão, não deve levar o povo a pensar que se trata do sacrifício da missa. (n.º 98, Doc. 43 da CNBB; n.º 22 DCPAP)

 

I. A Celebração Dominical da Palavra na ausência do Padre: Valor Teológico-Litúrgico-Sacramental.[1]

 

a) Não se trata de uma reunião qualquer, mas de uma “assembléia litúrgica” constituída. Isto é: assembléia do povo sacerdotal, profético e régio; Corpo de Cristo no Espírito Santo; sacramento da Igreja, “noiva” ou esposa do Cordeiro; lugar da presença do Senhor com seu Espírito transformador e do envio em missão. (SC 41/42; CIC 1136/1144)

 

b) A comunidade está reunida para uma verdadeira “ação litúrgica” como descrito e incentivado pelo Vaticano II “Promova-se a celebração da Palavra de Deus nas vigílias das festas mais solenes, em alguns dias feriais do Advento e da Quaresma e nos domingos e dias de festa, especialmente onde não houver sacerdote; neste caso, será um diácono, ou outra pessoa delegada pelo Bispo, a dirigir a celebração” (SC 35, par. 4)

c) Ao ser proclamada a Palavra de Deus na liturgia está se realizando uma ação simbólico-sacramental, pois é o próprio Cristo que fala quando se lêem as escrituras. A presença de Jesus Cristo pela sua Palavra passa por sinais sensíveis: o leitor, a leitura, o tom de voz, o lugar da proclamação, a comunicação entre o leitor e os ouvintes, a disposição em ouvir da parte da assembléia, por isso se diz simbólico-sacramental. Realizam, pois, aquilo que significam, mas isso não é automático dependem dos leitores, da assembléia litúrgica, do lugar da proclamação, ou seja, dos sinais sensíveis.[2]

d) Celebração do Domingo, dia do Senhor, festa primordial, celebração do mistério pascal, morte e glorificação do Senhor Jesus (DCDAP, 8/11)

 

e) É “celebração dos mistérios do Senhor ao longo do ano litúrgico”, com as leituras bíblicas, orações, símbolos e cantos. Revela o mistério de Cristo possibilitando que penetremos nele e sejamos repletos pela graça da salvação. (cf. SC 102). A revelação, realizada por Deus, que tem como mediador e plenitude Jesus Cristo, contida na Sagrada Escritura, ganha pleno significado, quando o texto é proclamado na celebração litúrgica, como relata a introdução do lecionário: “a economia da salvação, que a palavra de Deus não cessa de recordar e prolongar, alcança seu mais pleno significado na ação litúrgica, de modo que a celebração litúrgica se converta numa contínua, plena e eficaz apresentação desta palavra. Assim, a palavra de Deus, proposta continuamente na liturgia, é sempre viva e eficaz pelo poder do Espírito Santo, e manifesta o amor ativo do Pai que nunca deixa de ser eficaz entre as pessoas” (OLM 4).[3]

f) É Cristo quem fala quando se lê as escrituras na comunidade reunida. Ele está vivamente presente quando se lêem as escrituras. “Cristo está presente na sua palavra, pois é Ele quem fala quando na Igreja se lêem as Sagradas Escrituras..” (SC 7; IELM 1-9). De fato “a Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura da mesma forma como sempre venerou o próprio Corpo do Senhor, porque, de fato, principalmente na sagrada liturgia, não cessa de tomar e entregar aos fiéis o pão da vida, da mesa da palavra de Deus como do corpo de Cristo” (DV 21)[4]. Por isso a importâncias das duas mesas: a da Palavra e a Eucarística; ambas expressam o alimento espiritual e para o corpo (Mt. 4,4).[5] Se de fato Cristo está realmente presente  em sua Palavra, realiza o mistério da salvação, santifica os homens e presta ao Pai o culto perfeito, prolonga a economia da salvação, é sempre viva e eficaz (Doc 52 CNBB, 1-25).

g) “Gestos e ações simbólicas” expressam, na celebração dominical da palavra, a graça que nos vem da Páscoa de Cristo. Ex.: sinal-da-cruz, acendimento do círio, bênçãos, partilha de alimentos, etc.

 

II . Os ministros e ministras na Celebração da Palavra de Deus

 

a) A presidência nas Celebrações da Palavra

 

A “presidência” ou coordenação da celebração dominical da Palavra fica por conta de um diácono, de um coordenador da comunidade, de um ministro da Palavra, MECE, de um catequista ou outra pessoa designada pelo padre ou pela comunidade para exercer tal função. A presidência também pode ser compartilhada, repartindo entre si as diversas funções. (n.º 42, Doc 52 da CNBB; n.º 100, Doc. 43 da CNBB ).

 

Algumas funções da presidência:

a)     Acolhimento;

b)     Assegurar a unidade dos participantes da assembléia;

c)     Ser sinal vivo da relação da comunidade com Deus, falando à comunidade em nome de Deus; falando em Deus em nome da comunidade;

d)     Garantir a partilha da Palavra da Deus.

e)     Dar bênçãos;

f)      Fazer louvação, etc.

 

Em sentido amplo, qualquer ministério, seja da presidência, leitor, cantor... atua em nome de Cristo. De qualquer forma, a Introdução ao Lecionário esclarece que “quem preside da liturgia da Palavra...” (IELM, 38 ss), parecendo assim, incluir a Celebração da Palavra na ausência do presbítero. Também no Documento 52 aparece o termo “presidência” como um dos serviços necessários à celebração da Palavra (n.º 42)

 

Todavia, é bom esclarecer que não se trata de um “poder” que o presidente exercerá, mas acima de tudo um “serviço” que essa pessoa prestará à comunidade, no Espírito Santo, juntamente com outros ministros. Não é mérito, mas responsabilidade de exercer essa função.

 

É importante entender que quem celebra é a comunidade eclesial, povo de Deus reunido em assembléia (SC 26). A base teológica está na participação dos fiéis no sacerdócio régio de Cristo pelo sacramento do Batismo. Nele nos tornamos povo sacerdotal. Cristo é a cabeça desse corpo e estamos unidos a ele como seus membros na unidade do Espírito Santo.

 

De tal modo que é “toda a comunidade, o corpo de Cristo unido à sua Cabeça, que celebra. ‘As ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é o 'sacramento da unidade', isto é, o povo santo, unido e ordenado sob a direção dos Bispos. Por isso, estas celebrações pertencem a todo o corpo da Igreja, influem sobre ele e o manifestam; mas atingem a cada um de seus membros de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, ofícios e da participação atual efetiva.’ É por isso que ‘todas as vezes que os ritos, de acordo com sua própria natureza, admitem uma celebração comunitária, com assistência e participação ativa dos fiéis, seja inculcado que na medida do possível, ela deve ser preferida à celebração individual ou quase privada’”. (CIC 1140)

 

Nas ações litúrgicas, cada um desempenha sua função de acordo com o que lhe cabe. Assim, na celebração dos sacramentos, a assembléia inteira é o ‘liturgo’, cada um segundo sua função, mas na ‘unidade do Espírito’, que age em todos. ‘Nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar sua função, faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete.’ (CIC 1144)

 

Veja então que é de fundamental importância que os diversos ministérios na Celebração  da Palavra de Deus sejam diferenciados de acordo com a função que lhes competem. Por isso o “presidente” deve desempenhar o verdadeiro ministério de “presidir”, coordenar a ação litúrgica da celebração da palavra, cumprindo e desempenhando os ritos, orações, bênçãos, partilha, louvações conforme lhe cabe.

 

b) Outros ministérios inerentes à Celebração da Palavra de Deus[6]

 

Os leitores e leitoras assumem um verdadeiro ministério litúrgico (cf. SC 29; Cân. 230 CDC). Proclamam a palavra do Senhor, são servidores de Jesus Cristo, emprestam a própria voz para que o anúncio salvífico chegue ao coração das pessoas. Para isso, é importante a preparação dos mesmos: “O que mais contribui para uma adequada comunicação da palavra de Deus à assembléia por meio das leituras é a própria maneira de proclamar dos leitores, que devem fazê-lo em voz alta e clara, tendo conhecimento do que lêem” (IELM, 14).

 

O diácono é o ministro que tem a função de proclamar o Evangelho, ponto alto da liturgia da palavra (cf. OLM 13,17) e também fazer de vez em quando a homilia (cf. OLM 50).

 

O salmista entoa o salmo que é palavra de Deus cantada. Este deve ser “dotado  da arte de salmodiar e de uma boa pronúncia e dicção” (OLM 56; IGMR 102). Para este também é necessário formação bíblico-litúrgica, espiritual, musical e técnica.

 

O homiliasta que na maioria das vezes é o presidente da celebração, ou eventualmente um outro padre ou diácono (cf. OLM 38, 41, 50; IGMR 66), faz a homilia de tal forma que o povo compreenda saborosamente a palavra de Deus e possa ligar textos sagrados à realidade na qual vivemos e o mistério celebrado.

 

O(a) animador(a) introduz as leituras com palavras claras, sóbrias e concisas, ajudando a assembléia a estar atenta  à escuta.

É importante a postura do corpo, o tom da voz, o olhar dos ministros e ministras da palavra, a boa qualidade do som... Tudo deve preparado e realizado com verdadeira unção para que a palavra de Deus seja proclamada dignamente e cumpra sua missão.

 

Devem ter uma preparação acima de tudo espiritual para serem porta-voz da palavra de Deus e anunciarem dignamente a mensagem de salvação. Necessitam ainda de uma preparação técnica, familiarizando-se com a linguagem bíblica e também uma formação litúrgica mínima para conhecerem a dinâmica do ciclo anual litúrgico A, B, C. (IELM 55)[7]

 

Concluindo

 

Importante para todos os que exercem ministério nas ações litúrgicas é a constante formação litúrgica para desempenhar adequadamente e com dignidade as funções que compete a cada um dentro da dinâmica da celebração da Palavra de Deus.

 

É fundamental que todos aqueles que de certa forma contribuem para o bom andamento e desenvolvimento da ação litúrgica esteja familiarizado com os todos aspectos inerentes à Celebração da Palavra de Deus na ausência do presbítero.

 

O espírito litúrgico deve estar presente em todos os homens e mulheres que assumem funções ou só participam na Liturgia e tenham consciência dos mistérios que celebram além de serem capacitados para executar as suas funções.

 

Os sacerdotes, seminaristas, irmãos e irmãs religiosos tenham no programa de seu processo formativo a preocupação de transformarem a Liturgia em fonte da própria

Orientações para a Celebração da Palavra de Deus[8]

“Cristo está presente na sua palavra, pois é Ele quem fala quando na Igreja se lêem as Sagradas Escrituras..” (SC 7)

 

Ritos iniciais

 

Nos ritos iniciais e de acolhida são importantes ainda, para se criar o clima de encontro: o ensaio de cantos, um breve tempo de oração pessoal e silenciosa, a recordação de acontecimentos da semana ligados à vida das pessoas, famílias, comunidades, diocese, país e do mundo, ligando a Páscoa de Jesus Cristo com os acontecimentos da vida.

 

É importante a apresentação das pessoas que tomam parte pela primeira vez, ou que estão em visita ou de passagem pela comunidade; a lembrança das pessoas ausentes por motivos de enfermidade, de trabalho ou de serviço em favor da comunidade; a recordação dos falecidos e seus familiares enlutados.

 

O comentarista, consciente de sua função, orienta a assembléia litúrgica com breves indicações sobre os cânticos, partes e os elementos da celebração.

 

Quem preside a assembléia, com palavras espontâneas e breves, saúda e acolhe a todos e os introduz no espírito próprio da celebração, despertando na assembléia a consciência de que está reunida em nome de Cristo e da Trindade para celebrar.

 

A equipe de liturgia, em conformidade com o tempo litúrgico e os acontecimentos da vida da comunidade, poderá iniciar a celebração com uma procissão, levando a imagem do santo da devoção do povo, bandeiras, estandarte, faixas, cartazes e símbolos expressivos da realidade e da vida de fé dos presentes, entronizando a Cruz e a Bíblia e no tempo pascal, o Círio.

 

O rito penitencial é um momento importante na celebração da Palavra. Ele prepara a assembléia à escuta da Palavra e à oração de louvor. Para que a comunidade externe melhor os sentimentos de penitência e de conversão, a equipe de liturgia, de modo criativo, poderá prever cantos populares de caráter penitencial, refrões variados, expressões corporais, gestos, espiritualidade e de se tornarem animadores da celebração litúrgica, para que dessa maneira possam instruir e formar o povo de Deus. (Doc. 43, CNBB, n.º 192)

 

símbolos e elementos audiovisuais que permitam à comunidade e às pessoas externarem melhor os sentimentos de

penitência e conversão, o reconhecimento das situações de pecado pessoal e social. Tenha-se o cuidado para não prolongar este rito de modo desproporcional às outras partes da celebração.

 

Aquele que preside concluirá os ritos iniciais com uma oração. Tendo em conta a assembléia e suas condições, quem preside poderá solicitar aos presentes, após uns instantes de oração silenciosa, que proclamem os motivos de sua oração — fatos da vida, aniversários, falecimentos, problemas, alegrias e esperanças — e, depois, concluirá a oração proposta, integrando as intenções no conteúdo e no espírito do tempo litúrgico.

 

Os textos das orações e das leituras para cada domingo ou solenidade tomam-se habitualmente do Missal e do Lecionário.

 

Liturgia da Palavra

 

A liturgia da Palavra compõe-se de leituras tiradas da Sagrada Escritura, salmo responsorial, aclamação ao Evangelho, homilia, profissão de fé e oração universal.

 

Nos dias de festa e nos domingos dos tempos fortes do Ano Litúrgico (Advento, Natal, Quaresma, Páscoa e tempo Pascal) é importante que as leituras Bíblicas sejam as indicadas para as celebrações Eucarísticas, pois elas muitas vezes parecem ser um providencial "recado" de Deus para a situação concreta da comunidade.

 

A proclamação do Evangelho deve aparecer como ponto alto da liturgia da Palavra, para o qual a assembléia se prepara pela leitura e escuta dos outros textos bíblicos.

 

Convém que as comunidades, conforme as circunstâncias específicas, encontrem, dentro da variedade de gestos possíveis, ritos que permitem valorizar e realçar o Livro da Palavra (Bíblia, Lecionário) e a sua proclamação solene. O Livro, sinal da Palavra de Deus, é trazido em procissão, colocado na Mesa da Palavra, aclamado antes e depois da leitura e venerado. Não é recomendável que o leitor proclame a Palavra usando o folheto.

Faz parte também da Liturgia da Palavra um tempo de meditação — silêncio, repetição, partilha — para buscar em comunidade o que o Senhor pede e para acolher a Boa Nova que sua Palavra comunica. Por isso, evite-se a pressa que impede o recolhimento. Pode-se guardar momentos de silêncio antes da motivação para a liturgia da Palavra, depois da 1ª e da 2ª leitura e ao concluir a homilia.

 

A Palavra de Deus a ser proclamada e a dimensão comunitária da celebração requerem dos ministros da Palavra uma adequada preparação Bíblico-Litúrgica e técnica. Por esta razão, leve-se em conta a maneira de ler, a postura corporal, o tom da voz, o modo de se vestir e a boa comunicação. Proclamar a Palavra é colocar-se a serviço de Jesus Cristo que fala pessoalmente a seu povo reunido.88

 

Salmo Responsorial e Aclamação

 

O Salmo Responsorial, Palavra de Deus, é parte integrante da liturgia da Palavra. É resposta orante da assembléia à 1ª leitura. Favorece a meditação da Palavra escutada. Dar-se-á sempre preferência a um salmo em lugar do chamado canto de Meditação.

 

O Aleluia ou, de acordo com o tempo litúrgico, outro canto de aclamação ao Evangelho, é sinal da alegria com que a assembléia recebe e saúda o Senhor que vai falar e da disponibilidade para o seguimento da mensagem da Boa Nova proclamada.

 

Homilia ou partilha da Palavra de Deus

 

A homilia é também parte integrante da Liturgia da Palavra. Ela atualiza a Palavra de Deus, de modo a interpelar a realidade da vida pessoal e comunitária, fazendo perceber o sentido dos acontecimentos, à luz do plano de Deus, tendo como referencial a pessoa, a vida, a missão e o mistério pascal de Jesus Cristo. A explicação viva da Palavra de Deus motiva a assembléia a participar na oração de louvor e na vivência da caridade, buscando realizar a ligação entre a Palavra de Deus e a vida, com mensagem que brota dos textos em conjunto e em harmonia entre si, atingindo a problemática do dia-a-dia da comunidade.

 

Quando oportuno, convém que a homilia ou a partilha da Palavra desperte a participação ativa da assembléia, por meio do diálogo, aclamações, gestos, refrões apropriados. Segundo as circunstâncias, quem preside convida os presentes a dar depoimentos, contar fatos da vida, expressar suas reflexões, sugerir aplicações concretas da Palavra de Deus. Poderá haver troca de idéias em grupo, seguida de uma breve partilha comum e a complementação de quem preside.

 

Profissão de Fé

 

O Creio é uma resposta de fé da comunidade à Palavra de Deus. Exprime a unidade da Igreja na mesma fé e sua adesão ao Senhor. Por isso, é significativo recitar ou cantar a profissão de fé nos domingos e nas solenidades. Existem três fórmulas do Creio: O Símbolo dos Apóstolos, o Símbolo Niceno-constantinopolitano e a fórmula com perguntas e respostas como a encontramos na Vigília Pascal e na celebração do batismo. Eventualmente, podem-se usar refrões cantados e adequados para que a comunidade manifeste a sua adesão de fé eclesial. Fé é adesão incondicional feita somente a Deus e não a pessoas, instituições ou movimentos humanos.

 

Oração dos Fiéis / Oração Universal

 

A oração dos fiéis ou oração universal, em geral, tornou-se um momento bom, variado e de razoável participação nas comunidades, "onde o povo exerce sua função sacerdotal". Nela, os fiéis pedem a Deus que a salvação proclamada se torne uma realidade para a Igreja e para a humanidade, suplicam pelos que sofrem e pelas necessidades da própria comunidade, da nação, da Igreja e seus ministros,96 sem excluir os pedidos de interesse particular das pessoas.

 

Após a oração dos fiéis pode-se fazer a coleta como expressão de agradecimento a Deus pelos dons recebidos, de co-responsabilidade da manutenção da comunidade e seus servidores e como gesto de partilha dos irmãos necessitados.

 

Momento do Louvor

 

Um dos elementos fundamentais da celebração comunitária é o "rito de louvor", com a qual se bendiz a Deus pela sua imensa glória. A comunidade reconhece a ação salvadora de Deus, realizada por Jesus Cristo e canta seus louvores. "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com toda a sorte de bênçãos". "Ele nos arrancou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, no qual temos a redenção — a remissão dos pecados".

 

A comunidade sempre tem muitos motivos para agradecer ao Senhor, seja pela vida nova que brota da Ressurreição de Jesus, como pelos sinais de vida percebidos durante a semana na vida familiar, comunitária e social.

 

O momento da ação de graças ou de louvor pode realizar-se através de salmos (salmos 99, 112, 135, 147, 150), hinos, cânticos, orações litânicas ou ainda benditos e outras expressões orantes inspiradas na piedade popular. Isso pode ser após a oração dos fiéis, a distribuição da comunhão ou, ainda, no final da celebração.

 

O momento de louvor não deve ter, de modo algum, a forma de celebração eucarística. Não faz parte da celebração comunitária da Palavra a apresentação das ofertas de pão e de vinho, a proclamação da oração eucarística própria da missa, o canto do Cordeiro de Deus e a bênção própria dos ministros ordenados. Também nas celebrações da Palavra não se deve substituir o louvor e a ação de graças pela adoração ao Santíssimo Sacramento.

 

A liturgia lembra constantemente a palavra revelada e, desta forma, evoca e atualiza os feitos salvíficos de Deus. O lembrar, faz com que a comunidade conheça a vontade de Deus, o que ele quer, seu projeto de salvação. Então, nasce a resposta à palavra de Deus, ou seja, o louvor, a ação de graças, a súplica, a intercessão, os gestos e as ações simbólicas. [9]

 

Oração do Senhor — Pai-Nosso

 

A Oração do Pai-nosso, que nunca deverá faltar na celebração da Palavra, pode ser situada em lugares diferentes conforme o roteiro escolhido para a celebração. A oração do Senhor é norma de toda a Oração do Cristo, pede o Reino, o pão e a reconciliação, e expressa o sentido da filiação Divina e da fraternidade. Evite-se sua substituição por cantos ou orações parafraseados. O Pai-Nosso pode ser cantado por toda a assembléia.

 

Abraço da Paz

 

O abraço da paz é expressão de alegria por estar junto aos irmãos e irmãs, é expressão da comunhão fraterna, é importante portanto que na celebração haja um momento para este gesto. Poderá variar o momento conforme o enfoque da celebração que estamos vivendo. Pode ser no início da celebração, após o ato penitencial, após a homilia, onde se realiza normalmente ou no final da celebração.

 

A Comunhão Eucarística

 

Nas comunidades onde se distribui a comunhão durante a celebração da Palavra, o Pão Eucarístico pode ser colocado sobre o altar antes do momento da ação de graças e do louvor, como sinal da vinda do Cristo, pão vivo que desceu do céu.

 

Compete ao ministro extraordinário da comunhão distribuir a sagrada comunhão todas as vezes que não houver presbítero ou diácono em número suficiente e que as necessidades pastorais o exigirem. A comunhão eucarística, de preferência seja distribuída da mesa (do altar).

 

Ritos de Comunhão

 

Oração do Pai-nosso,

Saudação da Paz,

 

Oração: Senhor todo-poderoso, criastes todas as coisas e nos destes alimentos que nos sustentam, concedei-nos crescer na vida espiritual pelo pão da vida que vamos receber, Por Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

O ministro, toma a hóstia e, elevando-a, diz em voz alta voltado para a assembléia:

 

"Irmãos e irmãs, participemos da comunhão do Corpo do Senhor em profunda unidade com nossos irmãos que, neste dia, tomam parte da celebração eucarística, memorial vivo da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. O Corpo de Cristo será nosso alimento".

Portanto:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

 

ou

Eu sou o Pão vivo, que desceu do céu: se alguém come deste Pão, viverá eternamente.

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

 

Assembléia:

Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

Se o ministro comungar, reza em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

 

E diz a cada comungante:

O Corpo de Cristo.

Amém!

 

Durante a distribuição da comunhão a assembléia canta um hino apropriado.

Pode-se guardar durante algum tempo um silêncio ou entoar um salmo ou um cântico de louvor. A seguir o ministro conclui com a oração:

Restaurados à vossa mesa pelo Pão da vida, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da caridade fortifique os nossos corações e nos leve a vos servir em nossos irmãos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

(ou)

Fortificados por este alimento sagrado, nós vos damos graças, ó Deus, e imploramos vossa misericórdia; fazei que perseverem na sinceridade do vosso amor aqueles que fortalecestes pela infusão do Espírito Santo. Por Cristo nosso Senhor.

 

(ou)

Alimentados com o mesmo pão, nós vos pedimos, ó Deus, que possamos viver uma vida nova e perseverar no vosso amor solidários com vossos filhos e nossos irmãos. Por Cristo nosso     Senhor.

 

Para o tempo pascal:

Senhor nosso Deus e Pai, pelo mistério da Páscoa que celebramos, fazei crescer em nossos corações e em nossas vidas os frutos da vossa aliança que hoje renovastes conosco. Dai-nos a alegria de vos servir, apesar das muitas dificuldades de cada dia. Por Cristo nosso Senhor.

 

Avisos.

Ministro invoca a bênção sobre os presentes:

Que o Senhor nos abençoe, guarde-nos de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

Amém!

 

(ou)

O Senhor nos abençoe e nos guarde!

O Senhor faça brilhar sobre nós a sua face e nos seja favorável!

O Senhor dirija para nós o seu rosto e nos dê a paz.

Que o Senhor confirme a obra de nossas mãos, agora e para sempre.

Amém!

 

Abençoe-nos o Deus todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!

 

A alegria do Senhor seja nossa força vamos em paz e o Senhor nos acompanhe.

(ou)

Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!

 

Nas comunidades onde não há distribuição de comunhão, este pode ser um bom momento para alguma ação simbólica, como: partilha do pão, recebimento do dízimo, coleta de donativos em vista de ajuda aos necessitados da comunidade. Pode-se realizar também a aspersão com água, sinal do batismo, ou outras expressões simbólicas ligadas à experiência religiosa da comunidade.

 

Ritos finais — Compromisso

 

Pelos ritos de despedida a assembléia toma consciência de que é enviada a viver e testemunhar a Aliança no seu dia-a-dia e nos serviços concretos na edificação do Reino.

 

Antes de se encerrar a celebração, valorizem-se os avisos e as notícias que dizem respeito à vida da comunidade, da paróquia ou da Diocese. Esses avisos podem ser uma forma de ligação entre o ato litúrgico e os compromissos da semana.

 

A bênção é um ato de envio para a missão e de despedida com a graça de Deus. É de suma importância que todos retornem às suas casas e ao convívio social, com um compromisso, com esperança, com a experiência de terem crescido na fraternidade e com a decisão de ser testemunhas do Reino.

 

Bibliografia

 

BARONTO, Luiz Eduardo P. Preparando passo a passo a celebração. Um método para as equipes de celebração das comunidades. Paulus.

  

CONGREÇÃO PARA O CULTO DIVINO. Sagrada comunhão e o culto do mistério eucarístico fora da missa.

 

CNBB. Animação da vida litúrgica no Brasil, Doc. 43.

 

CNBB. Guia Litúrgico Pastoral, 2a edição.

 

CNBB. Orientações para a celebração da Palavra de Deus, Doc. 52.

 

DIA DO SENHOR: Guia para as celebrações das comunidades. Anos A, B e C.

INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO. 3a edição. Paulus.

 

REVISTA DE LITURGIA. nos 150 e 206.

 

VATICANO II, Concílio. Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia.

 

CNBB, Liturgia em Mutirão: subsídios para a formação, Fichas nº. 04, 05, 06, 09, 10, 54, 55, 56, 57, 66, 67, 68 ,69, 70 ,71.


[1] BUYST, Ione. O Mistério Celebrado: Memória e compromisso II: teologia litúrgica/ Ione Buyst e Manoel João Francisco. São Paulo. Paulinas. Valência Esp. Siquem, 2004.

[2] BUYST, Ione. Palavra de Deus, livro? ou pessoa viva? Revista de Liturgia, n.º 89, pp. 150-154

[3] FERNANDES, Veronice. Diálogo entre os parceiros da aliança. In Revista de Liturgia, n.º 179, pp. 4-9

[4] FERNANDES, Veronice. Idem.

[5] Nas igrejas da antiguidade o respeito pela Palavra de Deus era tão grande que algumas tinham dois “sacrários”, uma para o Pão Eucarístico e outro para guardar a Palavra (os Evangelhos). O Elenco das leituras da Missa (OLM) nos impele a cuidar do lugar da proclamação da Palavra de forma adequada, digna, um lugar de honra, devendo ser preferencialmente fixo, amplo, adequado para o estilo e proporção da igreja e que desperte nos fiéis uma íntima relação entre mesa da Palavra e mesa Eucarística, ou seja, as duas mesas (altares) mais importantes do ambiente. (n.º 32, 33 e 34 do OLM)

[6]FERNANDES, Veronice. Idem.

[7] Araújo, João de. Manual para as Equipes de Liturgia. Disponível em <www.joaodearaujo.com.br>, em 08/08/2007.

[8] Este roteiro foi elaborado de acordo com o Documento 52 da CNBB e com o Diretório para as Celebrações Dominicais na Ausência do Presbítero da Congregação para o Culto Divino.

[9] FERNANDES, Veronice. Idem.

 

Celebração Dominical da Palavra para os Domingos do Tempo Comum

 

Ensaio das músicas

Silêncio, oração pessoal

Refrão contemplativo

Sentido da Celebração

A.: Neste Domingo em que recordamos a confissão da fé de Pedro na Pessoa de Jesus, fazemos memória de sua páscoa em todas as pessoas que se tornam testemunhas do reino, especialmente as catequistas e os servidores das comunidades.

Hoje recordamos de modo especial os catequistas... e todas as pessoas que se dedicam ao ensino da fé em nossas comunidades.

·    Canto de Abertura

·    Sinal da Cruz e Saudação

·    Acolhida e recordação da vida

Acolher a assembléia que se reuniu no amor do Pai, saudar visitantes, fazer uma breve recordação da vida semanal da comunidade (aniversários, falecimentos, fatos importantes...).

·    Ato penitencial

·    Oração inicial:

P.: Ó Deus, palavra de vida, tu que enviaste o teu Filho Jesus para nos conduzir das trevas à tua luz maravilhosa. Atende nossas preces e acolhe o louvor que te ofertamos neste dia consagrado pela ressurreição de Jesus. Recorda-te de todas as comunidades que confessam o seu nome e apressa o dia em que te louvaremos sem divisões, com um só coração, e te serviremos como Deus único, bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

·    1ª leitura, salmo, 2ª leitura

·    Aclamação ao Evangelho

·    Proclamação do Evangelho

·    Homilia, partilha da palavra

·    Silêncio

·    Preces

P.: Apresentamos ao Deus da vida nossos pedidos e preces:

T.: Escuta-nos, Senhor da glória!

1. Protege as igrejas cristãs do mundo inteiro. Guarda com carinho nossas comunidades, para que sejam perseverantes na fé e no testemunho.

T.: Escuta-nos, Senhor da glória!

2. Consola com a ternura do teu Espírito as pessoas que sofrem pela doença, pela solidão, pelo desespero.

T.: Escuta-nos, Senhor da glória!

3. Fortalece com tua graça todas as pessoas que se consagram na luta pela vida.

Preces espontâneas...

P.: Ó Deus, tu que sempre escuta os nossos clamores, atende agora as nossas preces e guia-nos em teus caminhos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

·    Coleta fraterna

São trazidos donativos, oferta para os pobres, dinheiro... enquanto se canta: “Os cristãos tinham tudo em comum”.

·    Ação de graças

Os ministros trazem o pão consagrado

P.: Colocando agora sobre este altar o sinal do corpo do Senhor, vamos ao seu encontro. Ele nos deus plena razão à vida e ao ministério dos apóstolos Pedro e Paulo, agora vem a nós na partilha do pão, para nos confirmar no seu caminho.

O presidente convida a assembléia a expressar os motivos de ação de graças e, em seguida, a cantar: Refrão: “O Pão da Vida, a comunhão, nos une a Cristo e aos irmãos...”. O presidente se dirige a Deus em nome da comunidade:

P.: Nós te damos graças, porque tu ouves nossas palavras e aceitas nossas orações. És bendito Senhor, e bendito seja aquele que vem em teu nome, Jesus, teu Filho, nosso irmão. Ele é nosso guia, nossa inspiração, dia a dia, para que façamos o que ele fez e nos tornemos pessoas novas.

T.: Glória a ti, Senhor, graças e louvor!

P.: Estamos aqui, chamados por ti, tocados pelo teu evangelho. Por este pão consagrado expressamos nosso desejo de sermos unidos em Jesus Cristo e santificados pelo teu Espírito. Sustenta nossa vida e nossa caminhada e renova em nós a esperança da vitória.

T.: Glória a ti, Senhor, graças e louvor!

P.: Faze que nossa Igreja seja cada vez mais sacramento da tua páscoa. Unidos a ti, possamos vencer toda a injustiça e toda a maldade.

T.: Glória a ti, Senhor, graças e louvor!

P.: Toda a nossa louvação chegue a ti, em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

Pai nosso... pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

·    Rito de comunhão

P.: Assim disse Jesus: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome e o que crê em nunca mais terá sede”.

Mostrando, o pão consagrado:

P.: Eis o cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!

T.: Senhor, eu não sou digno(a)...

·    Canto de comunhão

·    Oração depois da comunhão

P.: Ó Deus, energia de vida, que a graça desta comunhão permaneça conosco e seja força nesta nova semana de trabalho e de luta. Dá-nos tua paz agora e sempre. Amém.

·    Benção

P.: O Senhor nos abençoe e nos guarde!

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Vamos em paz e que o Senhor nos acompanhe. Amém.

·    Canto de despedida

 

Celebrando a Páscoa de um(a) irmão(ã)

Uma proposta do ODC

 

"Antes, para os mortos, havia só demonstração de dor e pranto. Hoje, há salmos e hinos. Naquele tempo, a morte era o fim. Agora não é mais assim. Cantam-se hinos, orações e salmos, e tudo isso como sinal de que se trata de um acontecimento festivo."

(São João Crisóstomo, PG 50, 634)

 

Refrão meditativo

Confiemos ao Senhor, ele é justo e bondoso.

Confiemos ao Senhor, aleluia!

 

Abertura

- Vem, ó Deus da vida, vem nos libertar!

- Vem não demores mais, vem nos libertar.!

 

Acende-se o círio pascal

Bendito sejas, Deus da Vida,

pela santa ressurreição do Cristo Jesus,

na qual brilha a esperança da nossa ressurreição!

 

- És a luz que brilha em nossa escuridão.

Tua Palavra, ó Deus, renova a criação!

- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito,

Glória à Trindade Santa, glória ao Deus Bendito!

- Como é feliz quem vai habitar, (bis)

ó Pai, em tua casa, há de se alegrar! (bis)

- O descanso eterno dá-lhes, ó Senhor! (bis)

Gozem eternamente do teu esplendor. (bis)

 

RECORDAÇÃO DA VIDA

Neste momento, quem coordena pode convidar os familiares a fazer memória da fé que a pessoa viveu, as recordações da sua vida... Conclui com breves palavras, afirmando a vitória da ressurreição de Jesus na páscoa desta pessoa.

Próximo ao caixão pode-se colocar um braseiro com incenso, além de velas acesas e água.

 

Salmo 118/117

Aleluia, aleluia, aleluia! Aleluia! Ou

Ó Senhor, sê nossa força, nosso abrigo

Vem conosco, Deus amigo!

 

1. Rendei graças ao Senhor,

Que seu amor é sem fim.

Diga o povo de Israel,

Que seu amor é sem fim.

Digam aos seus sacerdotes

Que seu amor é sem fim!

 

Digam todos que o temem:

Que seu amor é sem fim!

 

2. Me empurraram e não caí,

Pois seu amor me salvou!

Nele está a minha força,

Pois seu amor meu salvou!

Alegraram-se os justos,

Pois seu amor meu salvou!

Sua destra fez prodígios,

Pois o Senhor me salvou!

 

Oremos:

Senhor, Jesus Cristo, tu és vida e ressurreição! Pela tua vitória, abriste para nós as portas do Reino de Deus, Realiza a promessa deste salmo, a nós que te invocamos no meio de nossa aflição. Acolhe (N...) e todas as pessoas que morreram em tua amizade. Conduze-as para a luz santa prometida aos nossos pais e mães, e faze-nos passar a todos da morte para a vida. Tu que vive e reinas pelos séculos dos séculos. Amém!

 

Outros salmos à escolha – 114/113-A (Quando o povo de Deus cativo) – Salmo 116/114 (Ó Senhor, meu Deus, eu te louvarei)

 

EVANGELHO - João 11,21-27

(O ministro toma o Círio Pascal nas mãos ou aponta para ele)

 

MEDITAÇÃO

Silêncio – partilha – refrões

 

CREIO

Como Marta, reafirmemos nossa fé no Cristo, Ressurreição e Vida: Creio em Deus Pai Todo-poderoso...

 

Preces

Irmãos, confiantes na promessa da ressurreição, brilhe mais forte a luz de nossa fé que vigia e suplica:

 

Descanso eterno dá-lhes, Senhor, da luz perpétua, o resplendor.

 

- Tu venceste a morte na madrugada da ressurreição, dá a este(a) nosso(a) irmão(ã) a graça de encontrar na vida e de resplandecer de luz em tua glória.

 

- Senhor Jesus, no Horto e no Calvário sentiste o medo da morte; aumenta em nós a confiança no Pai e ajuda-nos a acolher a morte que nos separa deste(a) nosso(a) irmão(ã).

 

- Senhor Jesus, ressuscitaste Lázaro e o filho da viúva de Naim; aumenta a nossa fé na ressurreição e consola-nos em nossa dor.

 

- Como na semente jogada na terra, faze brotar em nós a vida que não morre nunca...

 

Preces espontâneas...

 

Deus da Vida, atende nossas preces. Em tua ternura, dá-nos a vida e bendiremos eternamente teu nome! Por Cristo, nosso Senhor!

 

LOUVAÇÃO

P.: O Senhor esteja com vocês!

T.: Ele está no meio de nós!

P.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!

T.: É nosso dever e nossa salvação!

 

P.: Nós te damos graças, ó Deus da vida, pelo Cristo, teu Filho, luz da vida!

Nele brilhou para nós a esperança da ressurreição.

E aos que a certeza da morte entristece a promessa da vida plena consola.

 

T.: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

 

P.: Ó Pai, para os que creem em ti, a vida não é tirada, mas transformada.

E desfeia nosso corpo mortal, nos é dada no céu nova morada.

 

T.: Glória a ti, Senhor, graças e louvor.

 

P.: Toda a nossa louvação chegue a ti em nome de Jesus, por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:

 

T.: Pai nosso..., pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre.

 

ENCOMENDAÇÃO

Conforme costume cristão, vamos sepultar o corpo do(a) nosso(a) irmão(ã) (N...). Peçamos a Deus, com toda confiança, que ressuscite na glória dos santos e santas este pobre corpo que hoje sepultamos e acolha este(a) nosso(a) irmão(ã) entre os eleitos. Que ele alcance a misericórdia no julgamento e que entre na vida, reconciliado com o Pai. Conduzidos pelo Bom Pastor, ele mereça gozar das alegrias do céu, junto com os santos e santas de Deus.

 

O corpo é aspergido e incensado, enquanto todos rezam em silêncio...

 

Cântico de Jó (19,25-27) – Hinário CNBB, vol. 4, pág. 88.

 

Creio que o meu Criador vive

E que ressuscitarei no último dia;

Em minha própria carne verei a Deus,

Meu Salvador.

 

1. Eu mesmo o verei e não outro,

E o contemplarei com meus olhos.

 

2. Tenho esta esperança

No meu coração.

 

3. Escuta, Senhor, minha prece

E atende a voz do meu clamor.

 

PRECE DE ENCOMENDAÇÃO

Nas tuas mãos, ó Pai de misericórdia, entregamos a vida de nosso(a) irmão(ã) na firme esperança de que ele(a) ressuscitará em Cristo, no último dia, como todos os que adormecerem no Cristo.

Nós te damos graças por todos os dons que lhe deste em sua vida, para que fossem sinais da tua bondade e da comunhão de todos em Cristo.

Escuta na tua misericórdia as nossas preces: abre para ele(a) as portas do paraíso e a nós que ficamos concede que nos consolemos, uns aos outros, com as palavras da fé.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém!

 

PROCISSÃO À SEPULTURA

Enquanto o corpo é transportado, canta-se o salmo 23 e outros.

 

Salmo 23/22

 

Como os antigos peregrinos, cantemos nossa confiança no Senhor, pastor que nos conduz à sua casa. E peçamos que ele acolha em sue amor este(a) nosso(a) irmãos(ã) que agora devolvemos à terra de onde veio.

 

1. Pelos prados e campinas verdejantes, eu vou!/ É o Senhor que me leva a descansar./ Junto as fontes de águas puras repousantes, eu vou!/ Minhas forças o Senhor vai animar!

Tu és Senhor, o meu pastor!/ Por isso nada em minha vida faltará. (bis)

 

2. Nos caminhos mais seguros junto dele, eu vou!/ E pra sempre o seu nome eu honrarei./ Se eu encontro mil abismos nos caminhos, eu vou!/ Segurança sempre tenho em suas mãos.

 

3. No banquete em sua casa, muito alegre, eu vou!/ Um lugar em sua mesa me preparou!/ Ele unge minha fronte e me faz ser feliz,/ e transborda em minha taça o seu amor.

 

4. Bem a frente do inimigo, confiante eu vou!/ Tenho sempre o Senhor junto a mim./ Seu cajado me protege e eu jamais temerei./ Sempre junto do Senhor eu estarei.

 

5. Com alegria e esperança caminhando eu vou!/ Minha vida está sempre em suas mãos./ E na casa do Senhor eu irei habitar./ E este canto para sempre irei cantar.

 

SEPULTAMENTO

Antes de colocar o corpo na sepultura

 

Oremos:

Senhor Jesus Cristo, permanecendo três dias no sepulcro, santificaste os túmulos dos teus fiéis, para que, recebendo nossos corpos, fizessem crescer a esperança da nossa ressurreição. Que N... nosso(a) irmão(ã), descanse em paz neste sepulcro até o dia em que o(a) ressuscitarás para contemplar a luz eterna na visão de tua face. Tu que és Deus com o Pai e o Espírito Santo.

 

Cântico de Simeão (Lucas 2,29-32 – melodia Hinário Litúrgico)

 

1. Agora, Senhor, podes deixar partir em paz teu servidor/ Porque os meus olhos já contemplam da salvação o resplendor!

Segundo a tua palavra, vi a tua salvação: manda em paz teu servidor, no fulgor do teu clarão

 

2. Pra todos os povos preparaste a salvação que resplendeu/ A luz que ilumina as nações todas/ A glória deste povo teu!

 

Glória ao Pai, glória ao Menino/ Deus que veio e Deus que vem/ Glória seja ao Divino, que nos guarde sempre. Amém!

 

BENÇÃO

O Deus dos vivos e dos mortos dê a vida aos nossos corpos mortais, agora e para sempre.

Amém!

Que todos os irmãos e irmãs que adormeceram no Senhor, descansem em paz.

Amém!

Descanso eterno, dá-lhes, Senhor!

A luz perpétua, o resplendor!

 
 

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