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Diocese ordenou três novos diáconos
22/08/2012

Os diáconos Gilberto, Antônio Marcos e Rafael

Reportagem: Aline Mendes

 

No mês vocacional, agosto, a Diocese de Bauru ordenou três novos diáconos: Antônio Marcos Roque de Carvalho, Gilberto José de Melo e Rafael Zagatto Lima. A cerimônia, presidida por Dom Caetano Ferrari e concelebrada por diversos padres, aconteceu dia 19 de agosto, na Catedral do Divino Espírito Santo.

Em sua homilia, o bispo lembrou que todos os batizados são vocacionados e que a vocação nasce na família, por isso, sua dignidade deve ser defendida. “Da vocação a gente nunca se aposenta, é um compromisso para sempre. A vocação é para servir a Deus em qualquer lugar, a toda a Igreja e ao povo. Deus está nos abençoando e temos hoje 20 seminaristas na Diocese, mas precisamos de mais vocações”, destacou.

Concluindo os estudos de Teologia e finalizando a preparação, os novos diáconos devem ser ordenados sacerdotes. “O diaconato é o primeiro grau da ordem e última etapa antes do sacerdócio. As missões do diácono são colaborar com o padre e o bispo na liturgia do altar, da Eucaristia, portar Jesus e leva-lo na Eucaristia, evangelizar, catequizar, proclamar a Palavra de Deus e servir o povo, em especial, pela caridade”, completou.

Durante a cerimônia, os novos diáconos, ordenado pela oração e imposição de mãos do bispo, fizeram os votos de castidade e obediência; receberam as vestes diaconais e o evangeliário, entre outros ritos. Ao final, agradeceram a todos que colaboraram com essa vocação e receberam os cumprimentos da comunidade.

 

Veja as entrevistas e conheça os novos diáconos.

 

Antônio Marcos Roque de Carvalho nasceu em São Lourenço, Minas Gerais, e tem 38 anos. Como frade franciscano durante 9 anos, fez pastoral em vários Estados e cidades, incluindo Bauru e Iacanga. Há cerca de 3 anos decidiu vir para a Diocese de Bauru como seminarista diocesano. Seu lema na ordenação diaconal é “Pela caridade colocai-vos a serviço uns dos outros” (GL 5,13). “Representa que temos que estar a serviço da Igreja, a serviço do próximo”, explica.

 

Vocação: “desde criança sempre fui de Igreja, atuando com música, teatro e como coroinha, além de acompanhar minha mãe nos grupos de oração. Ela ouvia muito as canções de padre Zezinho e aos 6 anos de idade eu também aprendi a ouvir, adquirindo um conhecimento espiritual muito grande com as canções, e foi por aí que fui sentindo o chamado. Depois participações em encontros vocacionais, aos 25 anos, eu resolvi ir para o seminário”.

 

Formação: “tudo começou com os frades em Minas. Fiz aspirantado em Ituporanga (SC), postulantado em Guaratinguetá-SP, noviciado em Rodeio-SC, Filosofia em Curitiba (PR) na FAE (Faculdade de Administração e Economia). Também 2 anos na Faculdade de Teologia, em Petrópolis (RJ), no Instituto Teológico Franciscano, e mais 2 anos em Marília (SP), na Fajopa, Faculdade João Paulo II. O que mais me marcou nesse período foi o início: enquanto todos da minha turma já tinham o 2º grau, eu não tinha, pois comecei a trabalhar muito cedo e deixei os estudos. No seminário, além dos compromissos e trabalhos, ainda tive que fazer o 2º grau, mas graças a Deus eu venci. Na formação acadêmica a gente adquire um conhecimento muito grande, especialmente na Teologia. Dificuldades na caminhada todos têm, mas posso dizer que vale a pena, é uma vitória para aqueles que têm fé. As conquistas e aprendizados foram muitos, o povo nos evangeliza”.

 

Ordenação diaconal: “o que muda é a responsabilidade, a quem muito foi dado muito será cobrado; terei mais responsabilidade e mais trabalho. Como diácono, irei atuar em Paulistânia e darei um auxílio também em Cabrália Paulista. Termino o estudos no segundo semestre, mas devido à mudança de faculdade terei que terminar duas disciplinas. Ainda não há previsão para ordenação sacerdotal”.

 

Testemunho para os jovens: “a melhor forma de evangelização é o diálogo, a palavra certa para a pessoa certa, no momento certo; também ouvir o que os jovens têm a nos dizer sem ter medo do fracasso, ser exemplo, ter carisma, com muita fé e, sendo assim, Deus vai nos conduzindo. A mensagem que deixo é, primeiramente, ter fé em Deus e em si mesmo, fazer de Jesus Cristo o seu espelho. Seja você o exemplo, mesmo diante das dificuldades e fragilidades que fazem parte de nossas vidas. Deus conhece os corações e age quando a gente menos espera. Se você sente o chamado, amadureça esse chamado e siga em frente, seja servo ou serva de Deus caminhando com nossa Mãe Igreja. Obstáculos? Quando você se encontrar naquela noite mais escura em sua vida, é um sinal que um novo dia irá amanhecer e tudo se tornará claro. Assim seja! Amém!”.

 

Rafael Zagatto Lima tem 30 anos e nasceu em Pirajuí (SP). Seminarista da Diocese de Bauru desde o início de sua caminhada vocacional, já atuou na Catedral do Divino Espírito Santo e nas Paróquias São Judas Tadeu (Pederneiras), São João Batista (Iacanga), Nossa Senhora Aparecida (Boraceia) e São Judas Tadeu e São Dimas (Bauru). Seu lema da ordenação diaconal é Pela Caridade colocai-vos a serviço uns dos outros (Gl 5,13), que para o seminarista representa uma vida de serviço, amor e dedicação oferecida ao povo de Deus. “A ordenação diaconal para mim já é uma parte da vitória e felicidade que sempre busquei ao longo desses 11 anos de Seminário. Minha ordenação é o presente que ofereço à Família Zagatto; ao meu pai que morreu no ano de 2005 e tinha a esperança de me ver como sacerdote em vida”, destaca.

 

Vocação: “todos nós sabemos que a vocação não surge, mas é apenas revelada a escolha que Deus faz desde o ventre de nossa mãe como se lê em Jr 1, 5. Essa vontade de Deus foi revelada para mim de uma forma incomum: quando eu tinha 10 anos, minha tia-avó, madrinha no sacramento do Batismo, teve, segundo seu relato na época, um sinal visível espiritual de que eu seria sacerdote. Tais palavras não foram encaradas com seriedade pela família e por mim. Minha família é católica e sempre participei aos domingos da Santa Missa. Minha participação na pastoral começou aos 18 anos, na Legião de Maria. Fazia visitas no lar de crianças deficientes de Pirajuí, administrado pelos Franciscanos da Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. Foi lá que relembrei, após tantos anos, os dizeres de minha tia-avó e comecei a fazer os encontros vocacionais. Atualmente também sou membro do Cursilho de Cristandade”.

 

Formação: “aos 19 anos entrei no Seminário Propedêutico Maria Mãe da Igreja, de Bauru, tendo como reitor o Monsenhor Ivo Martinelli, em seguida o Padre Carlos Sanches. Estudei os três anos da Faculdade de Filosofia pela Universidade Sagrado Coração de Jesus, de Bauru. Em Marília, estudei 5 anos na Faculdade de Teologia e dois anos na Faculdade Arquidiocesana de Ribeirão Preto. Concluo no ano de 2012 o curso de Teologia pela Faculdade João Paulo II. Destaco academicamente a diversificada formação teológica que tive nesses diversos Institutos, que me deram uma boa noção bíblica, histórica e pastoral da Igreja em suas diversas regiões. A principal palavra que destaco é a perseverança diante de tantas tribulações. Mas como São Paulo escreveu em 2Tm 4, 7 “combati o bom combate, guardei a fé”. Muitas foram as lágrimas, mas me considero vencedor por acreditar em mim mesmo e na vontade sacerdotal de Deus para minha vida”.

 

Ordenação diaconal: “o novo serviço a Deus como diácono já compreende muitas responsabilidades nas funções litúrgicas dentro da missa, como proclamação do Evangelho e preparação do altar, no sacramentos do Batismo e Matrimônio. Também o respeito e importância dada a nossa missão e como pessoas no dia a dia. Estou atuando na Paróquia São Judas Tadeu e São Dimas, na cidade de Bauru, e continuarei até o final do ano. Termino o Curso de Teologia em 2012. Não há data prevista para a Ordenação Sacerdotal”.

 

Testemunho para os jovens: “penso que minha história vocacional deve servir de exemplo para todos os seminaristas que pensam em desistir de seus sonhos diante das dificuldades. Aos que se sentem chamados, penso que a vida é feita de tentativas e escolhas, algumas fáceis, outras difíceis. A vida de ordenado tem muitas alegrias, mas também há muitas lutas diárias. Como o Senhor Jesus disse em Mt 10, 22b: ‘quem perseverar até o fim, esse será salvo’”.

 

Gilberto José de Melo nasceu na zona rural de Novo Horizonte (SP) há 40 anos. Atualmente faz seu estágio pastoral na Paróquia São José, de Gália.

 

Vocação: “quando minha família (pais e mais três irmãos) mudou-se para a cidade; retornei aos estudos (interrompidos pela dificuldade de transporte). Trabalhando na roça durante o dia e estudando a noite, concluí o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. Durante esse período, nos finais de semana, atuei na Paróquia São José da Santíssima Trindade, prestando serviços pastorais como catequese, crisma, vicentino, juventude, visitas aos doentes, Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística e nas obras de caridade. A Paróquia, até então, pertencia à Diocese de São Carlos e, nesse amadurecimento da fé, dei início ao meu discernimento vocacional. Fiz os encontros vocacionais e entraria para o propedêutico quando foi criada a Diocese de Catanduva e Novo Horizonte passou a pertencer a esta nova Diocese, adiando meu ingresso”.

 

Formação: “em agosto de 2001 entrei para o Seminário Menor Propedêutico Nossa Senhora da Esperança, na Diocese de Catanduva. Em 2002 comecei a cursar a Filosofia e a morar no Seminário Sagrado Coração de Jesus, na Diocese de São José do Rio Preto. Nesse ano, atuei na Pastoral Carcerária fazendo visita na antiga FEBEM e, aos finais de semana, realizava trabalho pastoral em Catanduva, na Paróquia Imaculada Conceição, acompanhando a RCC, Pastoral da Juventude, catequese, crisma e visitando os detentos da cadeia pública de Catanduva. Pedi para fazer uma experiência na vida religiosa, onde conheci a Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula. Iniciei em 2007 a Teologia no Instituto de Estudos Superiores São Paulo. Terminando o primeiro ano, fui para o noviciado em Roma e fiquei por lá durante um ano. Retornando em 2009, dei continuidade aos estudos de Teologia e nas atividades pastorais atuei na liturgia, catequese e Pastoral da Criança; também junto a moradores de rua e num projeto social desenvolvido com crianças e adolescentes das favelas. Pedi para sair da vida religiosa e entrar na Diocese de Bauru. Depois da ordenação diaconal permaneço na Paróquia São José, de Gália, e continuo meus estudos na FAJOPA, em Marília”.

 

Testemunho para os jovens: “ao lermos os Evangelhos, podemos encontrar alguns exemplos dos chamados que Jesus fez, como por exemplo, quando chama Mateus. Entretanto, encontramos também exemplos de vocações que não foram correspondidas, como é o caso da do jovem rico (Mt 19,16). Vemos neste versículo que um jovem pergunta sobre como conquistar a vida eterna. Jesus responde ao jovem com uma pequena lista de mandamentos, todos relacionados ao próximo. Jesus percebe a sua convicção de ser fiel nos cumprimentos da fé e então Ele faz o chamado: ‘se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!’ (Mt 19,21). Por que Jesus não disse ao jovem que uma condição para entrar na vida eterna era amar a Deus sobre todas as coisas? Por traz desta proposta de Jesus está o chamado a ter Deus em primeiro lugar na vida, está o chamado à primazia de Deus. Quando respondemos ao chamado do Senhor, nós estamos nos dispondo a investir a vida para amar a Deus sobre todas as coisas. Jesus viu que o jovem era sincero ao dizer que já observava os mandamentos, mas o Senhor viu que lhe faltava a primazia de Deus, cumprir todos os mandamentos por amor a Deus, e não por amor a si mesmo ou para ser um exemplo de pessoa que faz tudo direitinho. A proposta de tudo deixar e seguir Jesus seria a prova de que ele estava disposto a tudo pela vida eterna, mas, infelizmente, diante desse chamado do Senhor o Evangelho nos mostra qual foi a reação do jovem: ‘Ouvindo estas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens’ (Mt 19,22). E você, qual o tipo de jovem que você quer ser?”.

 

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